terça-feira, 16 de junho de 2009

Quando fui o mais feliz do mundo.

Eu estava deitado no seu abraço, ouvindo seu coração bater.
Sentindo seus braços suaves e seu carinho gostoso.
O mundo podia estar acabando lá fora, que eu não me importaria.
Porque naquele momento, todos os meus desesperos e desenganos haviam desaparecido.
Não havia dor, não havia cansaço, não havia dúvida.
Aquilo era tudo o que eu sempre quis.
Eu deitado ali, no seu abraço.
Sentindo no meu peito o mais inocente e puro amor.
Sentindo seu corpo quentinho espantando o frio de Belo Horizonte.
Sentindo seus abraços espantando minha tristeza.
Precisava de mais alguma coisa para aquele momento ser perfeito?
Talvez uma musiquinha gostosa de ouvir no rádio.
Até isso teve, quando a rádio tocou Pato Fu.
E você, com sua linda voz acompanhou.
Tempo, tempo, tempo mano velho, não passe.
Tempo, tempo, tempo mano velho, pare naquele momento.
Tempo, tempo, tempo mano velho, me deixe ali, para sempre deitado no abraço dela.
Ai, tempo que não me ouve.
E que tira de mim as melhores coisas da vida.
Como tirou a linda menina, seus abraços, seu coração e seus beijos.
E agora estou aqui sozinho, com um vazio no peito.
E só me restaram lembranças
De quando eu estava deitado no seu abraço, ouvindo seu coração bater.
Sentindo seus braços suaves e seu carinho gostoso.

Lucas C. Silva

5 comentários:

César Fernández disse...

ah, o tempo, sempre termina...
não não foi o fim definitivo, foi o fim daquele encontro, é maravilhoso saber que haverão outros, não?

Raysner d' Paula disse...

estamos todos indo bem, sentimentalmente falando.

Lindo texto!

Ainda mais ao som do Pato Fu!

Tyler Durden disse...

Cedo ou tarde tudo termina.
Infelizmente.

Ângela Lucia disse...

Se eu tivesse poderes mágicos, juro que faria esse tempo que não pára, parar pra você...

Euzer Lopes disse...

Será que o tempo deu um tempo para ter tempo de dedicar mais tempo a você e aos seus desejos?
Tomara que sim!