sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Trem Bala, transferência para o Fundão, etcetera e tal...

Se tem um assunto que causa polêmica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esse assunto é o Plano Diretor UFRJ 2020. O Plano que, segundo a reitoria, pretende promover uma maior integração entre a Universidade e a cidade do Rio de Janeiro tem como uma de suas principais medidas, a transferência dos campi do Centro e da Praia Vermelha para a Ilha do Fundão. Polêmicas, opiniões e debates a parte, um outro fator acabou de apimentar ainda mais a discussão, a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), o famoso "Trem Bala" que ligará Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro, em um primeiro momento.
Acontece é que em seu programa matutino na Band News FM, Ricardo Boechat leu uma nota lançada pela reitoria da UFRJ no site da Universidade sobre os projetos do "Trem Bala". O que a UFRJ tem a ver com isso? Simples, o projeto prevê que o trem passará por dentro da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, trajeto esse que pode (leiam bem o que eu tô dizendo, pode) interfirir no Plano Diretor.
Porque, olha só o que que acontece. O Mauro me passou o Plano Diretor e na olhada que dei e de acordo com o que ele me disse, além dos novos prédios pra acomodarem os cursos que querem transferir (e que muitos alunos não concordam, que fique bem claro), estão pretendendo construir canais transformando a Ilha do Fundão em 3, ciclovias dentro da cidade universitária e um trem magnético no Campus, entre outras coisas. Como é que vão construir tudo isso com um trem bala cortando o campus?
Quem está lendo isso, deve estar pensando que eu estou do lado da UFRJ e contra a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que divulgou o trajeto do TAV. Sinceramente, não estou contra nem a favor de ninguém, até porque quem me conhece, sabe minha posição sobre a transferências dos campi pro Fundão. Eu só quero saber é o que será decidido dessa questão que interfere, direta ou indiretamente a minha vida e de todos os estudantes, funcionários da UFRJ e até das populações de inúmeras cidades.

*Se você quiser ler o artigo do Aloísio Teixeira, clique aqui. E se quiser ouvir o que Ricardo Boechat disse sobre isso, clique aqui pra fazer o download do audio (5.8 Mb) direto do site da UFRJ.

Lucas C. Silva

2 comentários:

gerson disse...

ahahahah, então vc tem com o teu pai o mesmo problema que eu!
Cara, mas é que o meu pai tava no desespero pra saber, aí se obrigou a perguntar pra alguém próximo, o problema é que os dois filhos dele são colorados, hehehhe
Quanto ao projeto de integração de tu falas, tem os 2 lados. de um lado, sair, p.ex., da praia vermelha, ali na zona sul, pra ter q ir estudar na ilha do fundão pode ser brabo pra muita gente. É muito mais fácil e seguro pra elite e classe média cariocas ficarem transitando ali pela zona sul(pelo menos é a impressão que eu tenho). De outro, a concentração dos estudantes no mesmo campus reforça a ideia de Universidade, que se está se perdendo no Brasil graças à mercantilização e privatização agressiva do ensino.
Lucas, mas com trem bala ou não, e acho que uma coisa dessas realmente tem q ser bem discutida com a comunidade universitária, eu e tu somos felizardos, eu porque estudei em universidade pública e tu porque estudas.Não pela gratuidade, mas pelo clima de alto astral e livre pensamento que há nos campos.
Deus salve a sinuca nos Centros acadêmicos, o bate papo na grama depois do almoço, as festas doidonas e o movimento estudantil, hehehe.
Abraço!
Ah, vc viu o texto sobre o sentido do futebol lá no meu blog?

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César Fernández disse...

Política já é um assunto polêmico, ainda mais quando mexe com os estudantes...
Eu não sei o tamanho do impacto que isso causaria, essa Ilha do Fundão é muito longe dos campi atuais? Dividir uma ilha em 3 é algo que pode soar bem engraçado para quem não faça a menor idéia de como seja a tal ilha. Mas você fez um belo texto que deixa todo mundo um pouco mais por dentro desse assunto.
Parabéns.