segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O coreto de Ojesed

Pai e filho desfrutam a tarde na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (Foto: Lucas Conrado)
Ontem, eu estava sentado no coreto da Praça da Liberdade, quando vi vários casais levando seus filhos para passarem a tarde de domingo na praça. Lembram do Espelho de Ojesed que mostra o que a pessoa mais quer na vida? Pois é. O coreto da Praça da Liberdade era o meu espelho.

Sou, não nego, um romântico. Um romântico que ainda espera encontrar a mulher da minha vida e construir com ela uma família. Ontem, eu tive ainda mais certeza: quero construir minha família em Belo Horizonte.

Belo Horizonte é a menina dos meus olhos. Entre realidade e idealização - como nos melhores namoros - vivo um relacionamento sério e à distância com essa cidade. As pessoas me olham estranho, não entendem por que quero trocar o Rio de Janeiro por Belo Horizonte. Eu também não sei. Como todo grande amor, não tem explicação racional.

O Rio é como a garota mais popular do colégio. A mais bonita, a mais descolada. A que todo o mundo deseja. Belo Horizonte é a garota nerdzinha, inteligente, mas calada, quieta na dela. Linda, mas tão ofuscada pela beleza das outras meninas, que fica em segundo plano. É daquelas meninas que você só descobre o valor sentando e conversando. E, a medida que a conversa flui, você percebe que ela pode ser ainda mais bonita que as desejadas garotas populares...

Belo Horizonte, eu sinto sua falta. Sigo aqui, te amando à distância, esperando pelo dia que vamos nos reencontrar. Que nosso namoro à distância siga firme e forte. E que termine em casamento. Casamento, filhos e um passeio na Praça da Liberdade, numa tarde de domingo.

Atualização: Fotos que tirei em Belo Horizonte, mostrando por que gosto da cidade
Belo Horizonte: Poesia em forma de lugar (foto: Lucas Conrado)

@OLucasConrado

4 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo texto!
E a cada foto eu fico com mais vontade de conhecer essa "linda menina"! ^^

Beijos!

Mauro de Bias disse...

BH, essa linda ♥

Cada vez que vou, gosto mais.

Leandro de Sá Silva disse...

Admiro a sua relação com Belo Horizonte. Acho bonita, inclusive, essa pontinha de idealização que não consigo deixar de associar ao fato de você estar "exíliado". É algo que me leva a pensar automaticamente da Canção do Exílio (desculpa, mania de professor de literatura associar tudo a livro/poesia hahaha).

Acho bacana mesmo essa sua relação de amor com a cidade. Acho que por morar no mesmo lugar (Nilópolis) desde quando eu nasci (acredite, não acho isso tão positivo assim) e não ter grande identificação com a cidade não cheguei a desenvolver esse tipo de relação.

Inclusive, tenho uma relação contraditória com o próprio Rio de Janeiro. Não tenho aquela coisa de defender com o Rio quase religiosamente como a maioria das pessoas daqui. Não suporto praia, carnaval e outras manifestações tipicamente cariocas. Sempre digo que tenho alma paulista (mesmo nunca tendo ido pra lá fisicamente).

Por outro lado, não consigo me imaginar sem o clima de lugares como CCBB e o Circo Voador. Ok, sei que sou um incoerente, mas fazer o que? hahaha

Enfim, ótimo texto. Bem poético. A maneira como você fala de B.H. me estimulou a ter vontade de conhecê-la um dia. Espero que você consiga realizar seu sonho de formar uma família onde achar que as aves gorjeiem melhor.

(Acho que eu escrevi demais)

Abração!
Leandro Sá

Ana Campanha disse...

"Belo Horizonte é a garota nerdzinha, inteligente, mas calada, quieta na dela"!!!

ahh, que fofura! Estou apaixonada! =)