quarta-feira, 12 de junho de 2013

A lição do Dia dos Namorados

Depois do trabalho, costumo voltar pra casa andando. Andando e ouvindo podcasts. Hoje, vim pra casa andando e ouvindo o Rapaduracast de Dia dos Namorados. Sério, gente, esse é o MELHOR PODCAST DE DIA DOS NAMORADOS JÁ FEITO.

Grafitti na cidade chilena de Valparaíso (Foto: Lucas Conrado)
Pois bem, vinha eu andando, ouvindo o programa, quando o Jurandir Filho fez a pergunta: "Qual foi o momento que vocês perceberam que suas namoradas/esposas estavam realmente apaixonadas por você?". Sabe aquele ditado "cabeça vazia, oficina do capeta"? Aí que eu comecei a considerar algumas coisas que aconteceram nos últimos quatro anos, especialmente daquele relacionamento que parecia tão promissor mas depois se mostrou bem frágil. Aliás, ultimamente é bem raro eu pensar sobre ele, acredite ou não.

Um dos participantes falou que percebeu no momento em que a namorada olhava para ele, com um sorriso de admiração. Será que ela chegou a me olhar com esse sorriso? Não me lembro dele em Belo Horizonte, nem aqui no Rio. Ouro Preto... Talvez ela sorriu assim pra mim, mas eu, distraído, não percebi.

O outro participante falou das amigas da namorada falando "ouço tanto falar de você". Ou conhecendo tudo sobre a vida dele, mesmo sem tê-lo conhecido pessoalmente ou ouvido seu podcast (em tempo, ouçam o Papo di Minero). As amigas dela me conheciam... Mas nenhuma me disse "ela me fala de você o tempo todo". Na verdade, ela parecia evitar falar de mim para os pais. Quando me apresentava, mesmo quando a gente estava 'juntos', eu era o amigo dela. É...

O terceiro disse que percebeu quando a moça o tinha colocado em todos os seus projetos. É, definitivamente eu fiquei de fora do projeto do intercâmbio...

Ia andando, olhando para a calçada, pensando nessas coisas, quando vi um par de pernas na minha frente. Levantei o olhar rapidamente e vi uma menina bonita, quase trombando comigo. Dei um passo pro lado e, nessa hora, a lição do Dia dos Namorados me atingiu em cheio:

Às vezes, a gente passa tanto tempo pensando no passado, que acabamos não percebendo o presente.



É tipo isso que essa cena aqui em cima mostra.

Feliz Dia dos Namorados. Inclusive pra quem também tá solteiro.

4 comentários:

Julio Samico disse...

Boa, Lucas! É isso mesmo! Gostar de quem não gosta da gente não tá com nada, mas ter a exata noção de que não foi correspondido também pode funcionar como trampolim pra esquecer a cidadã mais rapidamente. Hehehe

Julio Samico disse...

Boa, Lucas! É isso mesmo! Gostar de quem não gosta da gente não tá com nada, mas ter a exata noção de que não foi correspondido também pode funcionar como trampolim pra esquecer a cidadã mais rapidamente. Hehehe

Lucas Conrado disse...

Oi, Julio!

Na verdade, ao contrário do que esse texto sugere, ela já é passado. Na maior parte do tempo, nem fico pensando no que aconteceu.

Só que, como imagino que deva acontecer com outras pessoas, às vezes a gente acaba pensando no que aconteceu.

Mas obrigado pelo comentário!

Abração!

Rafael Santos Souza disse...

Boa análise, mesmo que seja sob um ponto de vista particular...não deixa de servir e de causar identificação de outras pessoas.

Acredito que muitos namorados ainda procurem em seus/suas companheiros, alguns dos detalhes que você citou...

Enfim, muito legal!