Segunda Feira, 5 de outubro de 2007. Taí um dia que não vou esquecer...
Depois de um fim de semana horrível, daqueles que devem ser esquecidos, enterrados para nunca serem lembrados, o sol brilhou de novo para mim.
Antes de continuar a história, preciso fazer 2 observações pessoais:
A primeira é que eu tenho uma lista de coisas que quero fazer. Por enquanto, são 37 itens classificados em Fácil, Médio, Difícil, Muito Difícil e Impossível. Quanto mais difícil, mais feliz eu ficaria ao realizá-lo.

A segunda é que nunca fui de acompanhar novelas, ou de idolatrar artistas, mas tenho algumas exceções. Sou fã assumido da Juliana Lohmann, que fez O Beijo do Vampiro, Malhação, Vidas Opostas entre outros trabalhos na TV (por falar nisso, quem tiver o episódio da Diarista "A Chuva", me diz, por favor!). Ela é minha atriz nacional favorita e era um grande sonho meu conhecê-la, tirar uma foto com ela, ou mesmo apenas um autógrafo. E na lista, esse sonho estava classificado como
Muito Difícil.
Voltando a história, eu estava na livraria do Botafogo Praia Shopping com meu irmão, Felipe e um colega de sala dele, o Leandro. A gente estava lendo o livro 100 coisas para fazer antes de morrer quando entra na livraria uma menina muito bonita. Eu olhei para ela e pensei "Engraçado, ela parece a Juliana Lohmann." e continuei olhando o livro com os caras. Só que eu não conseguia parar de olhar para ela. A menina se parecia demais com a atriz. Era inacreditável que a Juliana Lohmann estivesse ali, na minha frente. Então eu falei "Gente, acho que aquela moça ali de costas é atriz de TV." O Leandro passou perto dela e voltou dizendo "É sim. É aquela menina que fez malhação há algum tempo..."
Era a confirmação. Mal podia acreditar que eu estava perto dela. Não poderia deixar a chance de pedir um autógrafo, ou mesmo de falar com ela, escapar. Chamei meu irmão num canto e pedi a ele uma caneta e um papel (ele tinha acabado de sair da escola). Tímido e com a garganta seca, cheguei perto dela e disse "Oi, você é a Juliana Lohmann?". Ela olhou para mim e, sorrindo, respondeu "Sou eu sim."

"É que eu sou um grande fã seu, e você poderia me dar um autógrafo?" perguntei. "Obrigada, claro!" disse a Juliana pegando o caderno e autografando. Meu irmão, logo atrás, também pediu um e ela autografou. "Vocês querem autógrafo pra mais alguém?" ela perguntou depois de assinar o caderno pela segunda vez. Então eu disse. "Posso tirar uma foto com você?" Simpática, ela respondeu, "Pode sim" e a gente posou para a foto. Sabem, aqueles poucos segundos que ficamos juntos, foram uns dos melhores da minha vida, sem dúvida nenhuma. Não é todo o dia que a gente realiza um sonho. Na minha lista de coisas a fazer, o item 6 era exatamente aquele, tirar uma foto com ela. Foi muito melhor que eu sonhei que seria. Ao tirarmos a foto, fomos ver como tinha ficado. Eu pisquei na hora e a Juliana disse "Ah, você ficou de olhos fechados. Vamos tirar outra." Nossa, foi muito melhor que eu tinha imaginado! Não tirei apenas 1 foto com ela, tirei 2! Tá, uma foi apagada, mas, nossa, foi muito bom! Depois a gente tirou uma foto dela com meu irmão. Nos despedimos e seguimos nossos caminhos.
Além da alegria de ter encontrado uma "ídala" minha, fiquei muito feliz com a simpatia dela. Ao contrário de muito ídolo por aí, a Juliana foi super educada e atenciosa conosco. Deu os autógrafos, tirou as fotos, conversou conosco, tudo isso na maior boa vontade. Isso sem contar que ao vivo, ela é muito mais linda que na TV ou nas revistas...
Mas, como tudo de bom na vida, foi tudo muito rápido... É engraçado, agora fico lembrando de quando eu era menor, tinha meus 11, 12 anos e a via na TV ou naquelas revistas femininas que minhas primas colecionavam. Ficava me imaginando conhecendo ela, talvez numa praia do Rio (eu ainda morava em SP) ou numa festa... Sei lá. Imaginava que na hora eu não teria coragem de falar com ela. Empacaria e ela iria embora. Na vida real foi bem diferente. Foi mais legal, vê-la de perto, falar com ela, olhar em seus olhos...
Certamente, esse 5 de novembro será um dos meus dias inesquecíveis...
Lucas C. Silva